Fla marca no fim e empata com o Inter
Drama, superação, princípio de crise, erros de arbitragem e gols no fim do jogo. Esses foram alguns dos ingredientes da partida entre Flamengo e Inter, neste sábado, no Maracanã. Resultado: 2 a 2. Os gols, todos no segundo tempo, foram marcados por Alex e Adriano para o Inter, com Juan e Angelim fazendo os do Fla.
Como não pôde escalar os Renatos, Augusto e Abreu, Ney Franco teve de optar pelos xarás Leonardos, Medeiros e Lima, além de Toró. No Inter, Alexandre Gallo ficou sem seu homônimo Pato e sem Fernandão. Ele teve de se contentar com Alex e Mossoró. Com tantos desfalques, venceria quem desse mais sorte e errasse menos.
Depois de três partidas sem vencer, o Flamengo começou a partida tentando apagar da lembrança dos torcedores as atuações irregulares e colocar seu nome nas posições mais confortáveis da tabela. Logo aos dois minutos, Paulo Sérgio avançou livre e chutou cruzado, a bola saiu torta, sem perigo. O jovem, de 18 anos, ainda teve duas chances na primeira etapa, mas nada muito perigoso.
O Inter também tentou, mas sem muita qualidade. Primeiramente, Wellington Monteiro chutou e a bola passou na frente de Bruno, que se esticou, mas não alcançou. Depois, Ceará fez boa jogada e tocou para Pinga, na marca do pênalti, perder. Ainda no primeiro tempo, os colorados reclamaram de um pênalti de Léo Moura em Mossoró. Mas o árbitro nada marcou.
No intervalo, a torcida do Flamengo pediu raça. Antes de sair de campo, o zagueiro Ronaldo Angelim discordou dos rubro-negros e afirmou: "O que está faltando é gol". Tinha razão. Logo no começo do segundo tempo, o mesmo Ronaldo Angelim segurou Índio: pênalti. Alex cobrou para fora e perdeu a chance de abrir o placar. Vale lembrar que na estréia de Bruno no Flamengo, no ano passado, contra o mesmo Inter, Fernandão marcou dois gols em penalidades e deu a vitória ao Colorado por 2 a 1.
No lance seguinte, uma polêmica. Juan invadiu a área e foi empurrado por Alex. Héber Roberto Lopes não teve seu nome gritado pelos torcedores. O que se ouviu na arquibancada foi o nome de Edílson, em referência a Edílson Pereira de Carvalho, da "Máfia do apito".
Aos 19 minutos, Alex limpou o seu nome e marcou um golaço: ele invadiu a área driblando, passou até por Bruno e abriu o placar. Foi a vez dos torcedores do Inter gritarem o nome dele, Alex.
Quando a crise já parecia se instalar no Flamengo, Ney Franco tirou os perseguidos Toró e Léo Lima, além de Paulo Sérgio. Entraram, respectivamente, Kayke, Gerson Magrão e Luizinho. A torcida não perdoou e chamou o treinador de burro. Para piorar, Claiton, preterido, ainda fez cara feia e apontou para o treinador, jogando os torcedores contra ele.
Ney Franco chegou a respirar aliviado aos 31 minutos. Juan cruzou e Angelim cabeceou firme, no canto direito de Clemer: 1 a 1. O gol deu uma trégua nas vaias. Mas por pouco tempo.
Aos 41 minutos, Adriano, que tinha entrado no intervalo, recebeu lançamento, passou como quis por Jaílton e desempatou: 2 a 1 Inter. Mais vaias, mais xingamentos a Ney Franco e brigas na arquibancada.
Quando o Maracanã já havia se transformado em um caldeirão, com Ney Franco e seus comandados ardendo nas labaredas rubro-negras, o alívio: Léo Moura enfiou uma bola para Juan, que tocou na saída de Clemer: 2 a 2, aos 45 minutos.
Com o empate, o Flamengo chega aos seis pontos. O Rubro-Negro ainda não venceu em casa. Já o Inter, com sete pontos, conquistou o seu primeiro ponto fora de casa.
Fonte: Lancenet

Nenhum comentário:
Postar um comentário