Macaé e América: as vítimas do líder
Quem viu os dois jogos pode constatar duas verdades: o Flamengo está bem à frente dos seus adversários e somente joga com vontade quando "tem vontade". Tanto na partida contra o Macaé como contra o América o Flamengo já sabia que enfrentaria adversários dispostos a jogarem fechados na defesa explorando contra-ataques em velocidade. Este tipo de jogo até o momento não obteve sucesso menos em função de um ótimo esquema de defesa rubro-negro do que da fragilidade dos ataques adversários.
Contra o Macaé, autor do primeiro crime contra o "Florminense" no empate da rodada anterior, o Flamengo foi beneficiado pela cláusula de empréstimo de seus jogadores (Bruno Mezenga, Marcinho e André) que os impede de enfrentar o Flamengo. Se com eles a tarefa já não seria das mais difíceis, sem eles então ...
Já ontem contra o América, pegamos um franco atirador. Pela campanha que vinha fazendo de quatro derrotas em quatro jogos (agora são cinco), era de se esperar um time tentando buscar a credibilidade em si mesmo. Que demonstração melhor do que uma vitória ou pelo menos um empate frente ao grande favorito deste campeonato ? Pois foi o que se viu durante o primeiro tempo. Um Flamengo preguiçoso e resguardando-se para o segundo tempo muito em função do forte calor no Rio. Um América sem brilho algum, diferente dos times dos últimos anos, que incomodavam os grandes. Graças ao erro do bandeirinha, o Flamengo não saiu com o placar de 1 x 0 no primeiro tempo. Souza estava perfeitamente regular e teria sido um placar justo.
Mas veio o segundo tempo e pela incopetência do América e com a expulsão de um jogador o Flamengo começou a construir a goleada logo após a entrada do "Anjo Negro" no lugar de Marcinho. Depois que a porteira foi aberta, Juan fez o segundo e o Anjo meteu mais dois. Estava feita justiça pelo segundo tempo. No primeiro o empate até fora justo.
Desta maneira, o técnico Joel Santana conseguiu o que planejava: praticamente classificar o time para as semi-finais da Taça Guanabara com antecedência, principalmente pelo fato do "Flor" dar uma mãozinha.

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